Em 2018, Marcelo Carneiro, Vitor Casagrande e Bruno Alexandro eram alunos da Escola do Sebrae, em Belo Horizonte, quando tiveram uma ideia simples para testar, na prática, um conceito que aprenderam em sala de aula: criar um negócio baseado na confiança. Nascia a Sweet Trust, com duas urnas de acrílico instaladas no pátio da escola: uma com doces e outra para que alunos, professores e funcionários depositassem o pagamento pelos produtos. Não havia vendedores nem fiscalização. A proposta era que o negócio funcionasse com base na confiança e honestidade.
A experiência deu certo e, dois anos depois, inspirou um novo empreendimento. Em 2020, o trio adaptou o modelo para criar o Honest Market, um mercado de conveniência instalado inicialmente em um condomínio residencial. A proposta era oferecer aos moradores praticidade para comprar itens do dia a dia, com autonomia para escolher os produtos e realizar o pagamento por conta própria.
O modelo ganhou ainda mais força durante a pandemia, quando a busca por soluções que reduzissem o contato entre as pessoas se tornou uma necessidade. “Em meio à pandemia, percebemos que os mercados de prédios e condomínios poderiam gerar mais valor para os moradores, atendendo às suas necessidades básicas. Resolvemos juntar três pilares: honestidade, comodidade e segurança, e assim criamos o Honest Market”, conta Marcelo Carneiro, um dos fundadores.
A iniciativa chamou a atenção do mercado e, em 2021, a empresa se uniu ao grupo Super Nosso para lançar a franquia Be Honest, ampliando a presença da marca e levando o conceito de mercados autônomos para diferentes espaços.
Desde então, o negócio cresceu e passou a atender públicos e ambientes diversos. Atualmente, são mais de 200 lojas ativas, instaladas em condomínios, academias, empresas, hospitais e clínicas, entre outros locais. A operação conta com cerca de 70 colaboradores, está presente em três estados e 19 cidades e alcança mais de 70 mil clientes. Além disso, cinco franquias já foram comercializadas.
A trajetória dos três empreendedores mostra como uma experiência criada dentro da Escola do Sebrae pode ultrapassar os limites da sala de aula e se transformar em um negócio de alcance nacional. O que começou com duas urnas de acrílico e uma aposta na confiança deu origem a um modelo de varejo baseado em honestidade, autonomia e conveniência.

“A formação empreendedora e humana proporcionada pela Escola do Sebrae possibilitou o desenvolvimento do nosso negócio. Temos orgulho de, agora, a Be Honest ser uma referência na disseminação da honestidade.” Marcelo Carneiro, empreendedor




