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De Minas para o mundo: produções de animação impulsionam o audiovisual mineiro no cenário internacional

Produtoras mineiras vêm conquistando espaço junto a players globais e ampliando a competitividade do setor

A produção de animação feita em Minas Gerais vem ampliando sua relevância no cenário audiovisual nacional e internacional, consolidando o estado como um polo estratégico da economia criativa. Com projetos autorais, parcerias estratégicas e inserção em grandes plataformas, produtoras mineiras vêm conquistando espaço junto a players globais e ampliando a competitividade do setor. Ao longo de quase duas décadas, a Immagini Animation, uma das principais produtoras de animação do estado, contribuiu efetivamente para a construção do setor de animação mineiro.

Criada em 2008, em Belo Horizonte, a Immagini iniciou suas atividades prestando serviços de animação para publicidade, mas, a partir de 2012, passou a investir no desenvolvimento de conteúdos próprios, após acessar seus primeiros editais públicos de fomento. Desde então, construiu um portfólio com séries e longas-metragens e ampliou sua atuação no mercado, inclusive internacional.

Atualmente, a produtora soma quatro séries de animação já lançadas, parcerias com grandes players internacionais e um marco histórico para o audiovisual mineiro: a produção do primeiro longa-metragem de animação, o filme Chef Jack – O Cozinheiro Aventureiro.

O projeto já estava em desenvolvimento, mas, para concorrer a um edital de produção, era necessário contar com uma distribuidora parceira. Foi durante a realização do evento MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo, na capital mineira, que a Immagini iniciou contato com a Cineart, distribuidora com forte atuação no mercado exibidor. As conversas evoluíram e a parceria foi fechada. Consequentemente, o projeto ganhou o edital de produção.

Já na produção, a Cineart apresentou o longa à Sony Pictures, que passou a integrar a distribuição do título. O resultado foi expressivo e Chef Jack teve lançamento nos cinemas brasileiros e alcançou o público internacional, com distribuição em 146 países, pela HBO Max. Após o término do contrato, o filme passou a integrar o catálogo da Netflix, ampliando ainda mais seu alcance global.

“O Chef Jack nos permitiu acessar parceiros que antes estavam fora do nosso alcance, pois o mercado de animação ainda é dominado por gigantes mundiais. O filme mostrou que é possível produzir animação em Minas Gerais com qualidade, capacidade de entrega e padrão internacional”, afirma Luiz Fernando de Alencar, CEO e produtor executivo da Immagini.

O sucesso do longa resultou na produção de “Chef Jack 2”, atualmente em produção, com valor de R$ 7 milhões, via FSA – Fundo Setorial do Audiovisual, e previsão de lançamento em 2027. O novo projeto segue um modelo semelhante ao do primeiro filme, com articulações junto a distribuidoras e plataformas internacionais.

Reconhecimento e novos projetos

A visibilidade da produção abriu caminho para novas parcerias e consolidou a Immagini como uma produtora capaz de entregar qualidade, escala e cumprimento rigoroso de cronogramas, um diferencial decisivo no mercado audiovisual.

A produtora vem ampliando seu portfólio com séries de animação. A mais recente é Caju e Malu, projeto desenvolvido ao longo de cerca de quatro anos, desde a fase de desenvolvimento até a seleção em edital da Ancine – Agência Nacional de Cinema, no valor de R$ 4 milhões de reais, por meio do FSA – Fundo Setorial do Audiovisual.

A série, composta por 13 episódios de 11 minutos, apresenta uma aventura protagonizada por um elefante historiador e uma canarinha que, mesmo sem asas, constrói seu próprio avião para viajar por mundos repletos de artefatos mágicos.

Esse projeto ganhou pré-licenciamento do Grupo Stenna, durante a MAX, que exibirá o conteúdo no canal infantil Dum Dum. A série se destacou, ainda, pelo potencial de licenciamento, com possibilidade de exploração de produtos, como brinquedos, material escolar e itens editoriais.

“Hoje, não basta ter uma boa ideia. É preciso entender o mercado, os modelos de financiamento, a lógica dos canais e das plataformas. A profissionalização e a preparação para negociar fazem toda a diferença”, destaca Alencar.

Ambiente de negócios e conexões

A consolidação dessas produções está diretamente ligada à participação em eventos de mercado e rodadas de negócios do setor audiovisual. Desde a primeira edição da MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo, realizada pelo Sebrae Minas há 10 anos, produtoras mineiras utilizam o evento como espaço estratégico para networking, aprendizado e fechamento de parcerias com canais, distribuidoras e plataformas de streaming.

A Immagini foi uma das selecionadas e a experiência resultou em acordos concretos de distribuição para a área de documentários, um novo braço da produtora, que já finaliza seu terceiro longa do gênero.

Hoje, com quase duas décadas de atuação, a Immagini Animation se consolida como um exemplo de como planejamento, qualificação e acesso aos ambientes certos podem fazer com que uma produtora local seja reconhecida nacional e internacionalmente, levando histórias criadas em Minas Gerais para o mundo.

A produtora vem ampliando seu portfólio com séries de animação. A mais recente é Caju e Malu, projeto desenvolvido ao longo de cerca de quatro anos, desde a fase de desenvolvimento até a seleção em edital da Ancine – Agência Nacional de Cinema, no valor de R$ 4 milhões de reais

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