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Empreendedora de Muriaé é referência em protagonismo autoral negro
Editora criada há 19 anos trabalha com revenda, produção e venda de livros que divulgam o antirracismo de forma inovadora
A Nandyala mostra que é possível, sim, ocupar espaços centrais para mudar o mundo a partir deles

Conheça mais sobre os empreendimentos de Iris Amâncio em seu perfil

Por Luciana Grillo

Empresa social antirracista, feminista negra e pan-africana, a Nandyala Livraria & Editora atua, há 19 anos, no mercado mineiro. Fruto do trabalho e propósito da educadora muriaense Iris Amâncio, de 59 anos, e de sua sócia Sabrina Policarpo, a marca trabalha com revenda, produção e venda de livros que divulgam o antirracismo de forma inovadora. O objetivo é promover impacto social com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e na Agenda 2030.

Com sede em Belo Horizonte e filial em Muriaé – parceria com o Espaço Cultural Casa Nandy –, a livraria-editora negra é pioneira no mercado brasileiro no século XXI. A Nandyala Livraria & Editora é fruto de militância antirracista na Educação Básica. A empresa nasceu da necessidade de possibilitar aos educadores acesso a livros completos sobre Literatura Negra e não somente a capítulos ou fragmentos disponíveis no mercado.

“Nunca houve uma ideia inicial formalizada de negócio. Entendemos que um espaço livreiro altamente especializado, somente com obras de autoras e autores africanos e afrodiaspóricos – assim como de especialistas em africanidades e relações étnico-raciais – seria a solução ideal para repararmos essa lacuna histórica no Brasil”, explica Iris.

Reparação histórica

No início dos anos 2000, a livraria participou da fase pioneira de invasão do mercado livreiro brasileiro com obras de autoras e autores negros e com a ampla inserção de nomes negros nas programações de eventos literários. “Alguns deles começaram suas carreiras publicando com a Nandyala e tornaram-se celebridades literárias e referências bibliográficas em diferentes níveis da educação nacional”, ressalta.

A empresa também é destaque em edição negra no Brasil e em grande parte dos países africanos de Língua Portuguesa, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Para a empresária, um grande desafio para a população negra é o fato de, historicamente, os brancos sempre terem sido “donos das máquinas”.

“Se entendermos que uma empresa é uma máquina que mobiliza a dinâmica mercadológica – e que podemos ter algumas, ainda que pequenas –, isso significa, a médio e longo prazo, que teremos novos movimentos e caminhos em produtos e serviços no mercado brasileiro, sob a gestão de um empresariado negro. Isso é inspirador e impacta positivamente as relações de poder econômico, potencializando a população negra financeira e socialmente”, explica.

A força do empreendedorismo negro

Para a empreendedora, ser proprietária de uma máquina empresarial negra que produz e faz circular o pensamento crítico e as artes literárias negras é uma mudança efetiva de paradigma quando o assunto é formação cidadã, acadêmica e profissional.

Desde a criação do negócio, não houve nenhum constrangimento ou receio de assumir a sua natureza, que é também uma missão político-editorial e socioempresarial: antirracismo, feminismo negro e pan-africanismo. “O Sebrae Minas nos auxiliou bastante nesses anos. Lemos todo o material disponível no site à época e participamos de palestras e consultorias para entendermos melhor o que estávamos construindo”, conta.

Para além da ideia inicial

O propósito da livraria se expandiu para outro projeto, focado no empoderamento de mulheres negras: a Preta de Fibra, marca de lingerie voltada para a anatomia e fisiologia de mulheres negras. “Temos cinco diferentes tons de pele de mulheres negras, em peças básicas de calcinha e sutiã anatômicos que, além de combaterem o colorismo e a hipersexualização da mulher negra, representam disrupção em termos mercadológicos como a primeira grife dessa natureza na América Latina”, explica.

O foco do negócio é trabalhar o protagonismo autoral negro, a produção intelectual e artística no universo das epistemologias africanas e afrodiaspóricas, a formação de educadores da Educação Básica quanto ao ensino de história e cultura africana e afro-brasileira e a reparação histórica neste contexto.

“O Sebrae Minas nos auxiliou bastante nesses anos. Lemos todo o material disponível no site à época e participamos de palestras e consultorias para entendermos melhor o que estávamos construindo”

Iris Amâncio, empresária

 

Impactos gerados

Arte literária negra

Quase duas décadas de atuação no mercado

Destaque no Brasil e em grande parte dos países africanos de Língua Portuguesa, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde

Multiplicação de obras de autoras e autores negros e com a ampla inserção de nomes negros nas programações de eventos literários